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Dedé de Dora

José Gomes de Medeiros, o Dedé de Dora, passou por grandes clubes do Rio Grande do Norte. O jogador iniciou a carreira no Potyguar de Currais Novos, em 1979. Depois se transferiu para o ABC, clube onde alavancou para outros grandes times como o Cruzeiro (MG), Araxá (MG), Capelense (AL), Desportiva (AL) e Treze (PB). Voltou ao futebol potiguar, com passagem pelo América e encerrando sua carreira em 1994 no ABC. Aos 45 anos, o meiocampista fala com orgulho ao Dez na Rede e destaca grandes momentos da sua carreira, que é lembrada pelos bicampeonatos pelo ABC (83/84) e América (88/89 e 91/92).

O que você faz hoje?
Hoje eu trabalho no comércio atacadista, há mais de dez anos na Prestígio Distribuidora. Posso dizer que a minha história no futebol ajudou, segurança e confiança no trabalho, pois lá as pessoas que acompanharam o futebol da época comentam muito bem de tudo que apresentei e fiz pelo o futebol local.

Quais foram as principais alegrias?
Sem dúvida foi a conquista do bicampeonato norte-rio-grandense pelo ABC, em 83 e 84. Também não posso deixar de fora a minha passagem pelo Cruzeiro, em 1986, já que me tornei ídolo em Minas. São momentos que ficarão sempre em minha memória.

E a tristeza?
Não gosto de falar em tristeza por parte da administração do futebol. Sou uma pessoa que não guardo mágoas. Sempre que me vem algo na cabeça, lembro-me da minha contusão no joelho, aos 24 anos, em agosto de 1985, em uma partida entre ABC e Potiguar de Mossoró. Essa contusão ajudou para o fim da minha carreira, porque poderia ser mais longa. Encerrei a minha carreira muito cedo, em um momento que eu estava no auge.

Qual a melhor época e time que você jogou?
O futebol me trouxe muitas felicidades. Mas a época que realmente me destaquei foi de 83 a 85 pelo ABC, ao lado de grandes craques como: Marinho Apolônio, Silva, Djalminha, Lulinha, Nicácio e outros.

A partida inesquecível?
Final do Campeonato Estadual de 1983. Jogo entre ABC e América, clássico, estádio cheio. O América vencia por 1 a 0 e o ABC precisava de um empate. Aos 42 minutos do segundo tempo, Silva fez o gol do empate do alvinegro e fomos campeões.

Você faria tudo novamente?
Sim. Só que com um detalhe: hoje seria tudo mais fácil, pois a minha cabeça seria outra e o futebol também. Hoje temos a facilidade que antes não existia para um jogador se destacar, crescer. Antes, os clubes conseguiam segurar jogadores para satisfazer a torcida e, principalmente, o lado político, e hoje não se trata jogador como os dirigentes querem, mas como o próprio jogador pede.

O que te deixaria triste no futebol de hoje?
Me deixa triste ver muitos jogadores em todo o mundo, mas saber que falta criatividade para eles. Falta talento. O jogador hoje é muito limitado.

Qual foi o melhor jogador do futebol do Rio Grande do Norte?
Ah... Alberi.

Qual foi o jogador que te deu mais trabalho em campo?
Baltazar foi um dos principais.

Qual mensagem que você deixa para o atleta que está começando? Se é realmente o que quer seguir, tem que se dedicar, dedicar e dedicar. Pois só assim pode-se chegar à perfeição. Também não esquecer da perseverança, da humildade e principalmente lembrar de jogar com amor a camisa, seja ela qual for.

Fonte:
http://www.deznarede.com/onde_anda/dede_de_dora